Estamos de férias, finalmente.
O período de férias é dividido entre os avós do Norte e os do Sul.
É tempo de ter paciência para aturar todas as cedências (demasiadas) que te são permitidas, sob a desculpa de que "oh, eles nunca estão com ele, têm que o mimar agora". O teu pai torce o nariz às cedências dos meus pais, eu torço o nariz às cedências dos pais dele. Damos a mão por debaixo da mesa mais tarde, em jeito de reconciliação e como pedido de desculpa silencioso pela falta de compreensão momentânea.
Na verdade, as férias são tempo para te ver brincar. Brincar muito. Com os teus tios, que ficam derretidos contigo, e com os avós, que muitas vezes não conseguem conter a emoção que é ter-te com eles.
As férias são para estar em família. Em casa, em tardes de sofá, desenhos animados, riscos nos cadernos e gargalhadas. Na praia, a brincar com a areia e os carrinhos. Na rua, onde voltamos a pisar as cidades que tanto gostamos de visitar em Portugal e onde nos sentamos em esplanadas a devorar gelados.
As férias são tempo de estar com o teu pai. Aproveitar a boa vontade dos avós e sair para beber um copo, jantar com amigos, passear a dois.
As férias são tempo também de fazer balanços. Aproveitar a mudança de ares e os dias longe do trabalho para definir novos objectivos, novos caminhos. Gosto de fazer listas de coisas que quero por em prática a seguir. Mesmo que não consiga por tudo em pratica, alguma coisa se há-de fazer e já não é mau.
As férias não são perfeitas, nunca. Queixamo-nos sempre que foi pouco tempo, que não descansamos como devíamos. Mas o amor e o carinho que daqui levamos compensa tudo. É bom estar de volta.
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