Hoje foi o dia em que, a 800kms de distância decidi começar a escrever. Não um diário (não por enquanto), mas um conjunto de notas com memórias. Sobre aquilo que me faz mais feliz, Tu.
No dia 5 de Agosto de 2013 descobri que estava grávida. Não estava à espera (nem eu nem o teu pai estávamos). Mas dentro de mim havia uma tranquilidade inexplicável. Uma inabalável certeza de que o que crescia dentro de mim era algo importante. Tu foste a melhor das surpresas e não há um único dia em que não ache que a minha vida é mais completa, mais bonita e mais fascinante porque tu estás cá. És uma dádiva, e por mim vivia a olhar para ti. Nem sempre posso, mas faço o meu melhor para estar aqui para ti, a acompanhar-te e a ver-te crescer.
Bem, mas estava a contar uma história. No dia em que descobri que estava grávida, começou o período mais feliz da minha vida. Os meses que se seguiram até ao teu nascimento foram de puro encanto. Acordava e adormecia com um sorriso na cara. Dava gargalhadas sonoras e passava a vida a exibir a minha barriga, linda. A minha barriga de ti.
Esperar por ti foi bom, tão bom. Mas conhecer-te foi ainda melhor.
A minha vida vai ter sempre uma linha que separa o "antes" e o "depois" de ti. Toda a gente reconhece as diferenças e ainda bem que assim o é.
Hoje tens 14 meses, já a caminho dos 15 e és um máximo. Começas a perceber tudo aquilo que fazemos, e tentas imitar. Não gostas que eu e o pai usemos o computador ou o telemóvel quando estás a brincar. Exiges atenção, e ainda bem. Exige sempre. Exige à vontade! Já não gostas de papas, mas o teu pai continua a insistir contigo para que tu as comas. Diz que não quer "que fiques magrinho". Não estás magrinho. Na verdade és um rechonchudo amoroso.
Já mexes em plasticina e começas a fazer "desenhos". Brincas muito com carrinhos e com os animais de quinta em miniatura que o teu pai fez questão de comprar. Dás corridas de uma ponta à outra da sala em que quase levantas voo (mesmo). E tens uma particular fixação em dar voltas ao sofá (tantas) enquanto estamos sentados nele ou no chão, e enquanto brincamos contigo na sala.
Adoras brincar na areia, e não te importas nada de te sujar para brincar. Tens os meus olhos, mas a boca e as covinhas nas bochechas são do teu pai. Tens o cabelo parecido com o meu, mas mais claro, com um remoinho que se transformou num caracol incontrolável na testa. És lindo, lindo, e muito simpático. Também te irritas. Dás gritos estridentes quando te sentes frustrado. Eu tento ignorar, mas é porque acho importante que sejas tu a resolver os teus problemas e frustrações. O teu pai é mais sensível a eles, e dá-te muito, mas muito colo. Somos totalmente apaixonados por ti, cada um à sua maneira.
Esta é a minha primeira declaração de amor. Se não for, é a primeira declaração de amor que realmente interessa. De mim para ti, neste blogue que não é um blogue qualquer.
(Post escrito no dia 26 de Junho de 2015, por uma mãe a morrer de saudades)
Bem-vinda!
ResponderEliminarIgualmente, Marta! :)
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